Estudo de mercado da produção de etanol a partir de lodo celulósico gerado em indústrias de papel e celulose.
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O Brasil exerce posição de destaque mundial na produção e uso em larga escala de etanol como combustível. Além do etanol de primeira geração (obtido a partir do caldo da cana-deaçúcar), emerge a opção do etanol de segunda geração, que pode ser produzido a partir de matérias-primas lignocelulósicas, como lodos gerados em indústrias de papel e celulose. Pesquisas recentes demonstraram a viabilidade técnica deste processo, como forma de agregar valor a estes resíduos. O presente trabalho teve como objetivo realizar estudo de mercado da produção de etanol a partir de lodos celulósicos, buscando identificar se há viabilidade econômica para atender a demanda insatisfeita. Realizou-se o estudo da oferta de etanol no horizonte de cinco anos (a partir de 2016), considerando tanto o combustível produzido a partir da cana, como o que seria potencialmente produzido a partir de lodos celulósicos. Isto foi feito utilizando séries históricas de produção (de dez anos) e modelos de regressão para fazer projeções das quantidades a serem ofertadas. O Modelo Potencial de Regressão foi selecionado por apresentar maior correlação e ser o mais otimista em relação à oferta. De maneira similar, fez-se o estudo da demanda de etanol para cinco anos. Confrontando-se os dados de oferta de etanol (da cana e do lodo) com os de demanda, concluiu-se que de fato há uma demanda insatisfeita até 2020 que tende a perdurar. Isto indica que, do ponto de vista mercadológico, é viável a produção de etanol a partir de lodos de indústrias de papel e celulose, devendo-se aprofundar os estudos de viabilidade econômico-financeira.
Palabras clave
Álcool etílico, Viabilidade econômica, Biocombustível, Resíduo
