Taxonomia das espécies de café ancestral no Nordeste paraense.
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A cafeicultura amazônica, embora historicamente relevante, é pouco estudada, especialmente em sistemas tradicionais, como os quintais agroflorestais, sob a perspectiva taxonômica. Este estudo teve como objetivo identificar taxonomicamente os tipos de café presentes nos quintais agroflorestais da microrregião do Guamá, no nordeste paraense, além de mapear as plantas e suas propriedades, a fim de contribuir para futuras análises morfológicas, antropológicas e históricas da cultura do café ancestral no Brasil. Foram realizadas expedições em oito propriedades distribuídas em cinco municípios (Irituia, São Domingos do Capim, Ourém, Capitação Poço e São Miguel do Guamá). Ao todo, 57 espécimes foram georreferenciados, coletados e submetidos à identificação botânica. Os resultados indicaram a presença de Coffea arabica, localmente conhecida como “moca” e “pretinho”. O achado mais expressivo foi a identificação da espécie Coffea liberica, localmente conhecida como “beirão”, por sua relevância científica, dada a raridade desta espécie na cafeicultura nacional atual. Conclui-se que os agricultores familiares paraenses são cruciais para a salvaguarda deste patrimônio genético ancestral, destacando-se o C. liberica como protagonista da agrobiodiversidade local.
Palabras clave
Coffea Arábica, Taxonomia Vegetal, Etnobôtanica, Coffea liberica
