Prospecção do açafrão-da-terra em pó comercializado em Cruzeiro do Sul.

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) esclarece que o rizoma de Curcuma longa, desidratado e moído, está permitido para uso como especiaria em alimentos, desde que atenda o padrão de identidade e qualidade do produto. Contudo, alguns produtores de farinha da Regional do Juruá utilizam o açafrão-da-terra de estabelecimentos comerciais, sem o conhecimento de sua origem e qualidade. A prospecção da comercialização desse produto em Cruzeiro do Sul pretendeu identificar suas características, que podem comprometer a efetividade do segmento de produção de farinha de mandioca com indicação geográfica. Foram realizadas entrevistas com 12 comerciantes a fim de determinar a origem, preço praticado, características dos compradores, quantidade comercializada, percepção de qualidade pelo comerciante e tempo de armazenamento do produto na etapa de comercialização. Observou-se que na região são comercializados, em média, 808 kg/mês de açafrão-da-terra puro, em pó, sendo 75% dessa quantidade adquirida por agricultores ao preço médio de R$ 27,61/kg, todo oriundo do estado de Goiás. O controle de qualidade do produto, quando existente, dá-se de forma empírica por aspectos visuais. Em média, o produto passa 4 meses na prateleira do estabelecimento, sendo comercializado com 14 meses desde a produção da matéria-prima.
Editores técnicos: Rodrigo Souza Santos; Fabiano Marçal Estanislau.

Palabras clave

Açafrão da terra, Harina de yuca, Producción de alimentos, Cúrcuma (especia), Calidad de los alimentos, Vale do Juruá, Cruzeiro do Sul (AC), Acre, Amazônia Ocidental, Western Amazon, Amazonia Occidental, Mandioca, Manihot Esculenta, Farinha, Produção, Curcuma Longa, Qualidade, Cassava flour, Food production, Turmeric, Food quality

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