Divergência genética por caracteres morfo-agronômicos em uma população natural de bacaba-de-leque (Oenocarpus distichus Mart.) de Belém-PA.

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A bacaba-de-leque (Oenocarpus distichus Mart.) tem uso integral pela população Amazônida. Mas, há poucas informações sobre os indivíduos dessas populações que possam subsidias esses mercados para sejam consolidados, especialmente, avanços do conhecimento sobre caracteres morfo-agronômicos, informações essenciais para o manejo e melhoramento genético dessa palmeira. Diante disso, o objetivo do presente trabalho foi quantificar a divergência genética por caracteres morfo-agronômicos entre indivíduos de população natural da bacaba-de-leque de Belém-PA. Foram marcados ao acaso 30 indivíduos de bacaba-de-leque de uma população natural de floresta secundária existente na Sede da Embrapa Amazônia Oriental, em cada indivíduo foram avaliados 20 caracteres, sendo cinco da planta, seis de cacho, oito de frutos e um agronômico. Os dados obtidos foram organizados e submetidos às análises multivariadas, com o uso da distância Euclidiana. As distâncias entre os indivíduos variaram de 2,27 a 15,54, com média de 6,0. Considerando o índice de dissimilaridade de 51,6 % foram formados seis grupos pelo método hierárquico (UPGMA) e dois grupos pelo de Tocher, evidenciando considerável divergência entre os indivíduos dessa população. O caráter peso de cem frutos apresentou a maior contribuição para a divergência genética. Podendo concluir que os indivíduos da população de bacaba-deleque são divergentes para os caracteres morfo-agronômicos avaliados, principalmente, para peso de cem frutos, formando até seis grupos distintos.

Palabras clave

Distância euclidiana, Dissimilaridade, Divergência genética, Oenocarpus Distichus

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