Níveis mínimos de oxigênio para a máxima inibição do metabolismo aeróbico de mangas Tommy Atkins e Palmer em condições de atmosfera controlada.
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Mangas têm grande importância econômica em todo o mundo, porém são caracterizadas pela sua alta perecibilidade e vida curta de prateleira. Para aumentar a vida útil dessas frutas, faz-se necessário o armazenamento refrigerado (AR), mas esse sistema pode apresentar algumas limitações, necessitando-se da adoção de outras tecnologias, como a atmosfera controlada dinâmica (ACD). Assim, a definição dos níveis mínimos de O2 necessários para inibir ao máximo a respiração aeróbica de mangas é essencial para retardar eficientemente o amadurecimento e a senescência durante o transporte de longa distância. Os objetivos deste trabalho foram determinar o potencial de conservação pós-colheita de mangas 'Tommy Atkins' e 'Palmer' em condições de ACD. Para determinar os limites mínimos de oxigênio para a máxima inibição da respiração aeróbica das mangas, foram realizados testes em câmaras hermeticamente fechadas, semanalmente, ao longo de sete semanas a uma temperatura de 9 °C. Em seguida, os níveis mínimos seguros de O2 encontrados para inibir a respiração aeróbica das mangas foram validados no armazenamento das mangas em condições de ACD por 60 dias a 9 °C, seguidos por mais 7 dias a 25 °C. Durante o armazenamento e vida de prateleira, os frutos foram avaliados para à taxa respiratória, produção de etanol, cor da casca e polpa, firmeza de polpa, sólidos solúveis, acidez titulável, relação sólidos solúveis/acidez titulável e incidência de podridão e desordens fisiológicas. Os níveis mínimos de O2 variaram para mangas 'Tommy Atkins' durante o armazenamento a 9°C, de 0,25-13,75 kPa no verão, 0,80-2,30 kPa no inverno e 1,42-17,40 kPa na primavera. Esses níveis de O2 foram eficazes para prolongar a vida útil das mangas, controlar o escurecimento da polpa e reduzir a incidência de podridão por até 60 dias a 9 °C, seguidos por mais 7 dias a 25 °C. Para as mangas 'Palmer', os níveis mínimos de O2 de 0,3 kPa foram observados no verão e 1,75 kPa no inverno, os quais foram eficientes no aumento da vida pós-colheita dos frutos, comprados com frutos armazenados em ambiente refrigerado a 9°C. O uso da ACD mostrou-se promissor na inibição eficiente do amadurecimento durante o armazenamento a 9 °C, comparado com o uso de AR apenas. A ACD não interferiu negativamente no processo de amadurecimento das mangas após a transferência das frutas para condições ambientais de comercialização a 25 °C. Palavras-chave: Atmosfera controlada dinâmica; etanol; Mangifera indica L.
Dissertação (Mestrado em Agronomia - Horticultura Irrigada) - Departamento de Tecnologia e Ciências Sociais - Universidade do Estado da Bahia, Juazeiro, BA. Orientada por Sérgio Tonetto de Freitas, Embrapa Semiárido.
Dissertação (Mestrado em Agronomia - Horticultura Irrigada) - Departamento de Tecnologia e Ciências Sociais - Universidade do Estado da Bahia, Juazeiro, BA. Orientada por Sérgio Tonetto de Freitas, Embrapa Semiárido.
Palabras clave
Variedade Tommy Atkins, Variedade Palmer, Atmosfera controlada dinâmica, Vida útil, Manga, Pós-Colheita, Mangifera Indica, Mercado, Mangoes, Postharvest physiology, Postharvest technology, Postharvest treatment, Ethanol
