Estimativa do potencial erosivo das chuvas em municípios no entorno a Flona Tapajós, Amazônia.
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O objetivo deste trabalho foi estimar o potencial erosivo das chuvas em municípios no entorno da Floresta Nacional do Tapajós, no estado do Pará para avaliar anos com maior ameaça a erosão dos solos. Foram utilizados dados de precipitação pluvial disponibilizados por órgãos de monitoramento meteorológico na região. Para garantir as avaliações de uma série longa de dados fez-se o cálculo do fator (R) considerando-se o maior período (1972 a 2012) em Belterra, período intermediário (1979 a 2009) em Santarém e na série homogênea, entre 1983 a 2002. Os dados evidenciaram que nos três municípios a distribuição anual do potencial erosivo das chuvas tem comportamentos semelhantes, sendo em Rurópolis as maiores flutuações. O ano de 1995 foi o que apresentou maior erosividade das chuvas anuais, no período de maior pluviosidade com 14.328,3 MJ mm ha-1 ano -1 em Santarém, 14.620,2 MJ mm ha-1 ano -1 em Belterra e 15.251,3 MJ mm ha-1 ano -1 em Ruropolis. Chuvas anuais com menores valores foram estimados em 1992, com 5.543,4 MJ mm ha-1ano-1 (Santarém), 5.830,9 MJ mm ha-1 ano-1 (Belterra) e 7.710,5 MJ mm ha-1ano-1 (Ruroplois). Esses dados evidenciam que as áreas cultivadas com grãos ou pastagens mal manejadas mais próximas ao município de Rurópolis são mais vulneráveis à erosão hídrica em relação a Belterra e Santarém. Práticas conservacionais devem ser adotadas para manter a capacidade produtiva dos solos nessa região.
Palabras clave
Manejo Conservacionista, Baixo Amazonas, Pará, Erosão
