Plantas medicinais utilizadas na etnoveterinária: testes in vitro da atividade acaricida dos extratos metanólicos de Agave sisalana e Furcraea selloa.
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A Fitoterapia tem sido resgatada através de pesquisas pela etnoveterinária, na busca do controle de várias enfermidades que acometem os animais de produção. Esse levantamento de dados foi realizado em municípios mineiros de tradicional produção leiteira que fazem parte do Corredor Ecológico da Mantiqueira, onde foram visitadas 16 comunidades no total. Em cada comunidade foram selecionados e entrevistados informantes chave referenciais quanto ao uso de plantas no tratamento veterinário, todos produtores rurais cuja principal atividade é a produção de leite. As plantas medicinais mais indicadas foram Leonurus sibiricus, Psidium guajava, Musa paradisiaca, Ageratum conyzoides, Citrus limon, Baccharis trimera, Nicotiana tabacum, Ricinus comunis, Stryphnodendron adstringens, S. aff pulcherrimum e Allium sativum. Os problemas mais citados foram inflamações, ectoparasitos, diarréia, retenção de placenta, má digestão e hematúria. Também para este trabalho foram selecionadas duas espécies de uso popular Agave sisalana e Furcraea selloa, que apresentaram alto teor de saponinas e, das quais, foram obtidos extratos de suas folhas secas. Os extratos metanólicos foram testados contra Rhipicephalus (Boophilus) microplus por meio de testes de imersão. O extrato de F. selloa, em sua maior concentração (0,2 g/mL) apresentou eficácia de 69,01%, o que sugere a intensificação de estudos sobre a referida planta, uma vez que a população desafiada apresentou resistência aos principais grupos químicos.
Palabras clave
Carrapato bovino, Conhecimento popular, Etnoveterinária, Sustentabilidade, Pita, Sisal
