Tecnologias para conservação da qualidade pós-colheita de umbus gigantes.

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O umbuzeiro é uma espécie típica do Semiárido nordestino, reconhecida pela importância econômica, social e ambiental que exerce na região, representando uma importante fonte de renda para produtores rurais. Contudo, a comercialização do umbu é prejudicada pela curta vida pós-colheita, resultado de sua natureza climatérica e elevada perecibilidade. O uso de tecnologias de conservação, como a refrigeração associada a sistemas de atmosfera modificada, controlada e uso de revestimentos, surgem como alternativas eficazes para retardar o amadurecimento e manter a qualidade das frutas. Sendo assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar tecnologias póscolheita eficientes para manter a qualidade, prolongar a vida útil e garantir a oferta de umbus gigantes no mercado in natura. Foram colhidos 600 umbus no estádio de maturação inchado de quatro genótipos (BRS 48, BRS 52, BRS 55 e BRS 68) na área experimental da Embrapa Semiárido, em Petrolina-PE. Após a colheita, as frutas foram higienizadas com solução de cloro, secas à temperatura ambiente e armazenadas a 12 °C e 90–95% de umidade relativa. Em um primeiro estudo, as frutas foram imersas por 30 segundos em soluções de cera de carnaúba nanomodificada, nas concentrações de 4,5%, 9,0% e 13,5%, além do controle (0%). No segundo estudo, os umbus foram acondicionados em cumbucas plásticas seladas com filmes de polietileno de baixa densidade de diferentes espessuras (20 µm, 40 µm, Freshmama® e sem embalagem). Em um terceiro estudo, as frutas foram submetidas a armazenamento em atmosfera controla para determinar e validar o limite mínimo de oxigênio tolerado pelo umbu para inibir ao máximo a respiração aeróbica das frutas. As avaliações ocorreram na colheita e a cada dez dias de armazenamento. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado em parcelas subdivididas, com quatro repetições e cinco frutas por parcela. A atmosfera controlada dinâmica foi eficiente na redução da taxa respiratória e no retardamento do amadurecimento, contribuindo para a manutenção da firmeza da polpa e de atributos de qualidade. As embalagens de atmosfera modificada reduziram significativamente a perda de massa, mostrando potencial para reduzir a desidratação das frutas. Entretanto, as embalagens PEBD de 20 e 40 µm promoveram maiores taxas respiratórias e maior produção de etileno. Por fim, a cera de carnaúba nanomodificada mostrou potencial para prolongar a vida pós-colheita de umbus gigantes ao reduzir perda de massa e, em concentrações elevadas, atenuar a respiração, mas seus efeitos sobre os demais atributos dependem de fatores externos e características fisiológicas intrínsecas. Dessa forma, os resultados demonstram que o uso combinado de tecnologias pós-colheita, como atmosfera controlada dinâmica, embalagens de atmosfera modificada e revestimentos à base de cera de carnaúba nanomodificada, apresenta potencial para contribuir na manutenção da qualidade e na ampliação da vida útil de umbus gigantes, favorecendo a conservação das frutas durante o armazenamento refrigerado e ampliando as possibilidades de comercialização no mercado in natura
Dissertação (Mestrado em Agronomia - Produção Vegetal)- Universidade Federal do Vale do São Francisco, Campus Ciências Agrárias, Petrolina. Orientada por Sérgio Tonetto de Freitas, Embrapa Semiárido.

Palabras clave

Atmosfera controlada, Polímero, Umbuzeiro, Embrapa Semiárido, Umbu, Tecnologia de Alimento, Pós-Colheita, Embalagem, Revestimento, Spondias Tuberosa, Spondias, Postharvest technology, Postharvest treatment, Polymers, Packaging

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