Bambus nativos como espécies invasoras no sul do Brasil.

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As alterações antrópicas dos ambientes naturais, em especial os processos de fragmentação e degradação florestal, criaram uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de densas populações de bambus nativos, considerados agentes do empobrecimento de hábitats e redução de espécies em remanescentes florestais no sul do Brasil. Com o intuito de testar tal hipótese, apresentamos, neste artigo, resultados de um monitoramento de médio prazo (2007-2012) da regeneração natural na Estação Experimental da Embrapa em Caçador (SC), região de ocorrência da Floresta Ombrófila Mista, em áreas com e sem a dominância de espécies de bambus nativas invasoras, em especial a taquara-lixa (Merostachys skvortzovii). Para a análise do efeito da taquara sobre a dinâmica da regeneração natural, foram marcadas aleatoriamente e monitoradas 40 parcelas permanentes de 225 m2, distribuídas igualitariamente nas subtipologias estudadas: florestas primárias (floresta com araucária) e taquarais (florestas de bambu). Observamos uma diversidade significativamente menor de espécies da população de regenerantes em áreas dominadas pela taquara. As baixas diversidade e densidade observadas nas áreas dominadas pela taquara sugerem que tal espécie tende a restringir o desenvolvimento de outras espécies, impedindo o crescimento sucessional das florestas. A estagnação sucessional tem impactos importantes para a conservação das florestas da região e demanda ações de manejo.

Palabras clave

Merostachys skvortzovii, Taquara, Manejo florestal, Floresta com araucária, Mata Atlântica, Espécie invasora, Bambu

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