Acúmulo de potássio por plantas de cobertura inoculadas e sua disponibilização para o algodoeiro.

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As plantas de cobertura (PC) podem auxiliar na ciclagem de potássio visando a semeadura do algodão em sucessão. Objetivou-se mensurar o acúmulo de potássio por PC inoculadas e sua taxa de liberação para o algodão. O experimento foi disposto em esquema fatorial (5 x 2), com delineamento de blocos ao acaso e 4 repetições. O fator 1 foi cinco PC: Brachiaria ruziziensis cultivada isolada e suas associações com Cajanus cajan, com Crotalaria spectabilis, com Crotalaria ochroleuca e com a mistura varietal de Stylosanthes capitata e Stylosanthes macrocephala. O fator 2 foi a presença ou ausência da inoculação, sendo as leguminosas inoculadas com bactérias do gênero Rizhobium e a braquiária com Azospirillum brasilense. As PC foram cultivadas na segunda safra de 2015 e o algodão em 2015/2016. O acúmulo médio de K2O no cultivo solteiro de braquiária (269,4 kg.ha-1) não diferiu das associações com Crotalaria ochroleuca (233,2 kg.ha-1) e Cajanus cajan (235,9 kg.ha-1). Na colheita das PC, o teor de potássio do solo já havia aumentado 20 mg.dm-3, sem considerar os conteúdos de K2O acumulados pelas PC (média de 237,2 kg.ha-1). A inoculação não interferiu no acúmulo e liberação de potássio. A dinâmica de liberação do potássio não diferiu entre as PC. Aos 50 dias após a semeadura do algodoeiro, praticamente todo o potássio acumulado foi liberado. A taxa máxima de liberação diária de K2O, na média das PC, ocorreu no início da decomposição (14 kg.ha-1.dia-1). As PC, independentemente da inoculação, são efetivas na ciclagem de potássio para o algodoeiro.

Palabras clave

Algodão, Potássio, Planta de cobertura, Brachiaria ruziziensis, Leguminosa, Palhada, Inoculação

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