Ideótipo de espécie arbórea para sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta.

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Os sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta, conceituados na literatura como Sistemas Agrossilvipastoris (Gholz, 1987; Sinclair, 1999; Balbino et al., 2011), devem proporcionar o cultivo mecanizado (de cultivos agrícolas e/ou de forrageiras) em aléias largas, pois possibilitam o trânsito de máquinas e implementos e favorecem a condução de rebanhos (Porfírio-da-Silva, 2007). A conversão das formas monoculturais (dominante) de uso da terra para policulturais, em especial introduzindo o componente arbóreo nas formas agrícolas e pastoris (“levando” a árvore para a lavoura e, ou, para a pastagem; i.e.: árvores fora da floresta - TOF1), deve ser entendida como um processo de “modificação” do padrão vigente de uso das terras, onde a “novidade” (árvore) deve ser incorporada pela forma dominante (lavouras e, ou, pastagens), de modo que permita a mudança gradativa (transição amena) de um paradigma produtivo para outro, ambientalmente mais ajustado e mais complexo. A natureza perene das árvores implica num investimento com longo prazo para obtenção dos retornos esperados, de modo que o erro na escolha do componente arbóreo pode implicar em frustrações e prejuízos econômicos muito grandes. Assim, a escolha adequada da(s) espécie(s) arbórea(s) para compor um sistema agrossilvipastoril deve ser considerada etapa da maior importância para o sucesso do empreendimento. O objetivo neste texto é apresentar uma breve discussão sobre o ideótipo de plantas e algumas sugestões para aprofundamento na busca das características e,ou, atributos desejáveis para as espécies de árvores em sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta.
SAF´s+10.

Palabras clave

Integração lavoura-pecuária-floresta, Espécie arbórea, Árvore Florestal

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