Ecologia da polinização de Psidium guajava L. ( Myrtaceae): riqueza, frequência e horário de atividades de visitantes florais em um sistema agrícola.
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O comportamento de forrageio dos visitantes florais e a contribuição da polinização por abelhas para o sucesso da cultura foram estudados em Psidium guajava L. Os experimentos foram realizados com a cultivar Paluma, em Petrolina-PE, durante os anos de 2005 e 2006. Foi verificado que pode ocorrer autopolinização espontânea (62,1%), porém obteve-se um maior percentual (74,5%) de frutificação com a polinização natural. Não houve polinização pelo vento. A queda de frutos ocorreu até os 120 dias, com as maiores taxas (24 a 45%) registradas aos 60 dias, após a polinização. Não houve diferença significativa entre peso, diâmetro e comprimento dos frutos, espessura da polpa e concentração de açúcares, em relação aos tipos de polinização realizados. Registrou-se uma correlação positiva entre o peso dos frutos e número de sementes (r= 0.53, p= 0,05, n= 54). Foram identificados visitando as flores da goiabeira 11 espécies de abelhas pertencentes a 9 gêneros. O pico de visitação destas abelhas ocorreu entre 5h30 e 6h30. As abelhas Centris aenea e as do gênero Xylocopa, devido ao seu comportamento de pouso e coleta de pólen, foram consideradas como polinizadores efetivas da cultura. Entretanto, devido à disponibilidade de colônias populosas e a abundância de Apis mellifera nas flores, estas podem ser consideradas potenciais polinizadores da cultura na região.
Número Especial.
Número Especial.
Palabras clave
Biologia floral, Natural resource, Visistante florais, Recurso natural, Goiaba, Polinização, Fly pollination, Pollination
