Avaliação da biodegradabilidade anaeróbia de efluente de acerola verde.
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A agroindústria aceroleira gera efluentes com elevada carga orgânica, portanto, um poluidor em potencial. O objetivo deste estudo é avaliar a biodegradabilidade anaeróbia desse efluente em termos da demanda química de oxigênio e produção de metano. Os ensaios de biodegradabilidade tiveram duração de 288h e foram realizados por meio de frascos reatores utilizando tratamentos com diferentes concentrações de DQO (T1=4g O2.L-1, T2=8g O2.L-1 e T3=12g O2.L-1) e lodo anaeróbio (5 g.L-1). Foram realizadas análises de demanda química de oxigênio, ácidos graxos voláteis, pH e alcalinidade. Conclui-se que nenhum dos tratamentos apresentou capacidade de tamponamento, devendo portanto haver correções constantes de pH. No entanto, todos os tratamentos proporcionaram significativas remoções de DQO, T1 e T2 apresentaram as maiores remoções (89 e 90%, respectivamente) às 192h. Houve relação entre concentração de demanda química de oxigênio aplicada e condições ambientais, onde quanto maior a DQO, mais inadequadas tornaram-se as condições ambientais. Embora tenha apresentado a menor produção de metano às 288h, T1 obteve maior rendimento de metano (42,5%). A avaliação da biodegradabilidade mostrou que o efluente estudado apresentou significativa degradabilidade anaeróbia principalmente para a remoção de carga orgânica.
Palabras clave
Agroindústria, Biodigestão, Carga orgânica, Metanogênica, Biodegradabilidade anaeróbia, Efluente, Acerola, Malpighia emarginata
