Respostas fisiológicas e bioquímicas de plantas de melão infectadas com oídio sob alta temperatura.
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A temperatura é um elemento determinante na ocorrência de doenças em plantas, podendo aumentar ou reduzir o risco das epidemias. Entre as doenças que afetam os cultivos agrícolas, os oídios são responsáveis por perdas na produção e na qualidade das colheitas. Plantas expostas à condições ambientais adversas desencadeiam mecanismos de defesa para se adaptar e sobreviver aos estresses abióticos e bióticos. Neste contexto, o presente estudo teve como objetivo avaliar as respostas fisiológicas e bioquímicas de plantas de melão infectadas por Oidium sp. em diferentes regimes de temperatura. O experimento foi conduzido em duas câmaras de crescimento, com regime de temperatura diário de 20-26-33 °C e 24,4-30,4-37,4 °C. O primeiro regime corresponde aos valores de temperatura mínimas, médias e máximas do submédio do Vale do São Francisco, e o segundo, ao aumento de 4,4 °C, baseado no cenário do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC). Plantas de melão com cinco folhas foram inoculadas com uma suspensão conídio de Oidium sp. de 105 conídios/ml, por meio de pulverização, até o ponto de escorrimento. As plantas foram mantidas nas câmaras por 16 dias. Foi avaliado o período latente, a esporulação, a germinação dos esporos e a severidade da doença e as respostas fisiológicas e bioquímicas das plantas. A temperatura do ar influenciou o período de incubação, o período latente, esporulação, a germinação, a severidade do oídio e as respostas fisiológicas e bioquímicas das plantas de melão. O aumento da temperatura reduziu a esporulação dos conídios, consequentemente reduzindo a severidade do oídio do meloeiro. Além disso, as altas temperaturas resultaram em uma diminuição na fotossíntese, condutância estomática e transpiração, além de um aumento na temperatura foliar das plantas e uma maior atividade da enzima antioxidante ascorbato peroxidase (APX). Estudar as respostas fisiológicas e bioquímicas de plantas de melão infectadas com oídio sob alta temperatura fornece dados fundamentais para a elaboração de estratégias de adaptação e manejo da doença, crucial para melhorar a produtividade e a qualidade do cultivo, reduzindo o uso de insumos químicos, contribuindo assim com a segurança alimentar.
Dissertação (Mestrado em Mudanças Climáticas) - Universidade de Pernambuco, Petrolina. Orientada por Francislene Angelotti, Embrapa Semiárido; coorientada por Pedro Martins Ribeiro Júnior, Embrapa Semiárido.
Dissertação (Mestrado em Mudanças Climáticas) - Universidade de Pernambuco, Petrolina. Orientada por Francislene Angelotti, Embrapa Semiárido; coorientada por Pedro Martins Ribeiro Júnior, Embrapa Semiárido.
Palabras clave
EROS, Espécies radioativas de oxigênio, Mudança Climática, Temperatura, Melão, Fisiologia Vegetal, Oídio, Doença de Planta, Cucumis Melo, Climate change, Plant physiology, Plant diseases and disorders, Melons
