Considerações estatísticas sobre os testes de pureza genética em milho e soja.

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A pureza genética é um dos atributos de qualidade de lotes de sementes. Como resultado, a pureza genética de lotes de sementes adquire importância crescente entre produtores e consumidores. Um aspecto crucial no processo de produção de sementes é o desenho de métodos e procedimentos de amostragem e testes para avaliar a pureza dos lotes. Entretanto, devido aos erros e às incertezas freqüentemente associadas a esses métodos, sempre há o risco de rejeição ou de aceitação indevida de determinado lote de semente. O desenvolvimento de planos apropriados de amostragem é especialmente importante, por exemplo, para a verificação de contaminações de lotes de cultivares geneticamente modificadas, caso em que os métodos moleculares utilizados para a verificação de contaminações são muito caros, de tal modo que as amostras de trabalho tendem a incluir um número reduzido de sementes. Com base na metodologia da curva característica de operação (CCO), que usa a distribuição binomial, este trabalho avaliou alguns padrões de tolerância utilizados na produção de semente de milho e soja no Brasil. Discutiu-se, também, os fatores que deveriam ser considerados quando da implementação de testes de pureza, especialmente aqueles voltados à pureza genética, principalmente em relação à mistura genética. Este trabalho procurou ainda explicar os conceitos estatísticos dos riscos potenciais que afetam os produtores e os consumidores. Com base na metodologia de (CCO) ficou evidenciado que os padrões de tolerância de campo e de semente, estabelecidos por algumas Comissões Estaduais de Sementes e Mudas (CESM), para semente de milho e soja não estão em conformidade com os planos de amostragem, havendo, portanto, necessidade de sua revisão em bases metodológicas mais sólidas.
Edição dos Resumos do XIII Congresso Brasileiro de Sementes, Gramado, RS, set. 2003.

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Soja

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