Desempenho agronômico de uvas de mesa BRS Melodia e BRS Tainá em diferentes porta-enxertos no Vale do Submédio São Francisco.
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A viticultura é um dos cultivos de frutíferas mais rentáveis no mundo, devido ao alto valor de exportação, diversidade genética e rendimento das uvas. A utilização de porta-enxertos passou a ser amplamente utilizada como forma de controle de pragas e doenças, apenas em meados do século XIX, pois era a única forma de resistir aos danos causados pela praga de sistema radicular filoxera. Desde então, a interação cultivar copa x porta-enxerto passou a ser estudada, visto que essa combinação tende a influenciar no vigor, nos componentes de produção, na qualidade das uvas e dos produtos elaborados. No Brasil, a região do Vale do Submédio São Francisco é o principal polo produtor e exportador de uvas finas do país. O programa de melhoramento genético ‘Uvas do Brasil’, da Embrapa, é o principal programa que desenvolve cultivares de uva adaptadas às diferentes condições ambientais do país, com destaque para o semiárido. Recentemente, duas variedades de uvas de mesa sem semente foram lançadas. A uva ‘BRS Melodia’ apresenta como destaques a coloração rosada e o sabor especial de frutas vermelhas, sendo comercializada como uva gourmet, enquanto ‘BRS Tainá’ é uma uva de cor branca, com bagas de tamanho médio, textura de polpa firme e sabor neutro agradável. O objetivo desse estudo foi determinar o efeito do porta-enxerto no vigor, componentes de produção e nas características físico-químicas de uvas ‘BRS Melodia’ e ‘BRS Tainá’ cultivadas nas condições tropicais semiáridas do Vale do Submédio São Francisco. Os experimentos foram conduzidos sob cultivo irrigado em duas áreas comerciais, em Casa Nova/BA e Petrolina/PE, durante quatro ciclos de produção, entre 2021 e 2023. Os tratamentos foram constituídos pelas combinações das cultivares com os porta-enxertos 101-14 MgT, IAC 313, IAC 572, IAC 766, Paulsen 1103, Ramsey, SO4 e Teleki 5C, em delineamento experimental de blocos ao acaso, com quatro repetições. Para videiras ‘BRS Melodia’, não houve influência do porta-enxerto nas variáveis massa fresca de ramos e folhas, percentual de brotação, teor de sólidos solúveis totais (SS), acidez titulável (AT) e relação SS/AT. Videiras ‘BRS Melodia’ apresentaram vigor elevado independente do porta enxerto utilizado. O porta-enxerto ‘Ramsey’ induziu menor índice de fertilidade de gemas, com média de 0,60 cachos por broto, sendo inferior aos aos porta-enxertos ‘IAC 572’ e ‘IAC 766’, que induziram a obtenção de 0,85 cachos por broto. Com o avanço na idade das plantas, os porta enxertos IAC 572 e IAC 766 proporcionaram as maiores produtividades, alcançando 22,84 e 23,96 t/ha/ciclo, e cerca de 101 e 108 cachos por planta, respectivamente. Em videiras ‘BRS Tainá’, não houve efeito significativo do porta-enxerto para massa, comprimento e largura de cachos; massa e diâmetro de baga; teor de sólidos solúveis (SS) e acidez titulável (AT). ‘BRS Tainá’ obteve a maior produção (22,2 kg por planta) e número de cachos sobre o porta-enxerto Paulsen 1103. Em todos os tratamentos, a média de sólidos solúveis, acidez titulável e relação SS/AT foi semelhante ao descrito previamente para cultivar. As características físico-químicas das uvas ‘BRS Melodia’ e ‘BRS Tainá’ atenderam aos padrões exigidos para comercialização em todos os porta enxertos utilizados. Com base nesses resultados, o melhor desempenho agronômico e produtividade na cultivar BRS Melodia foi obtido sobre os porta enxertos ‘IAC 572’ e ‘IAC 766’. Para ‘BRS Tainá’, o desempenho produtivo foi susperior quando enxertada sobre os porta-enxertos ‘Paulsen 1103’, ‘Ramsey’, ‘SO4’, ‘Teleki 5C’ e ‘IAC 766’. Palavras-chave: Enxertia; uva sem semente; viticultura tropical, pós-colheita.
Tese (Doutorado em Melhoramento Genético de Plantas) - Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife. Orientado por Antônio Francisco de Mendonça Júnior.; Coorientado por Patrícia Coelho de Souza Leão, Embrapa Semiárido.
Tese (Doutorado em Melhoramento Genético de Plantas) - Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife. Orientado por Antônio Francisco de Mendonça Júnior.; Coorientado por Patrícia Coelho de Souza Leão, Embrapa Semiárido.
Palabras clave
Viticultura tropical, Videira, Uva sem semente, Trato cultural, Enxertia, BRS Melodia, BRS Tainá, Melhoramento genético, Uva, Pratica Cultural, Variedade, Comportamento de Variedade, Viticultura, Pós-Colheita, Grapes, Postharvest technology, Postharvest physiology
