Dinâmica da composição florística de uma floresta ombrófila densa secundária, após corte de cipós, Reserva Natural da Companhia Vale do Rio Doce S.A., estado do Espírito Santo, Brasil
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Universidade Federal de Viçosa
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O objetivo deste trabalho foi analisar a dinâmica da composição florística de uma Floresta OmbrófilaDensa secundária, após o corte de cipós. O tratamento silvicultural foi executado com o objetivo de promover orápido retorno da floresta às suas condições primárias ou, no mínimo, diminuir o intervalo de tempo entre doisciclos de corte sucessivos. Os dados foram provenientes de um experimento implantado em 1989 e medidobienalmente na Reserva Natural da Companhia Vale do Rio Doce S.A., municípios de Linhares e Jaguaré-ES,Brasil. A amostragem foi sistemática (35 parcelas permanentes retangulares), tendo sido considerados comoindivíduos adultos as árvores com dap ≥ 5,0 cm. Foram avaliados os efeitos da aplicação do tratamento sobre acomposição florística e a diversidade de espécies, em cada ocasião de monitoramento. No tocante às espéciesarbóreas, o tratamento pouco influenciou a dinâmica da composição florística. Embora a diversidade tenhaaumentado (0,55% pelo índice de Shannon-Weaver), os demais índices apresentaram decréscimo, o que indicaque houve elevada taxa de ingresso das espécies preexistentes na área, ou seja, o aumento do número de indivíduosna população está ocorrendo em taxas maiores do que o incremento no número de espécies. Já a estrutura dafloresta (estrato arbóreo) foi bastante influenciada, pois os substanciais aumentos em número de árvores e áreabasal indicam que as taxas de recrutamento e crescimento estão superando as de mortalidade. Da mesma forma, osgrupos ecofisiológicos das secundárias tardias e climáxicas foram os mais beneficiados, sendo mais um indicativode que o tratamento está favorecendo a dinâmica de sucessão secundária.
Palabras clave
Agrociencias
