Transformação digital da pecuária de corte intensiva no Brasil: tecnologias e perfil de adoção.
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Este artigo identifica as principais características dos produtores rurais e da produção que diferenciam os adotantes dos não adotantes de tecnologias digitais na pecuária intensiva no Brasil. Dados primários coletados em 2021 por meio de visitas in loco e aplicação de questionário estruturado junto a uma amostra de 184 confinamentos de bovinos de corte foram analisados por meio de Análise de Correspondência Múltipla (ACM), estatísticas descritivas e testes de hipóteses. Os pecuaristas da amostra adotaram as seguintes tecnologias digitais: identificação eletrônica individual dos animais, softwares para gerenciamento operacional e financeiro da atividade pecuária, estação meteorológica automatizada, cocho com distribuição da ração automatizada, dispositivo eletrônico de auto-pesagem, termografia infravermelha e bebedouro ou cocho com aferição de consumo automatizada. A maior intensidade na adoção destas inovações está associada às seguintes características: (i) produtores mais jovens; (ii) com grau de escolaridade superior; (iii) produtores com maior autoconfiança na sua capacidade de gestão; (iv) acesso a fontes de informação como cooperativas agropecuárias, plataformas digitais e consultoria especializada; (v) maior quantidade de animais confinados; (vi) maior número de funcionários com maior grau de escolaridade; (vii) utilização de mecanismos de gestão de risco de preço; (viii) oferta de serviços de boitel para terceiros; e (ix) recebimento de algum tipo de bonificação na venda de animais.
Palabras clave
Pecuária de precisão, Pecuária inteligente, Tecnologias digitais, Bovinos de corte, Difusão de inovações
