Pequenos produtores de Tomé-Açu e Viseu, Pará: da 'agricultura de toco' a SAFs, uma mudança possível?

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Há uma grande diferença entre os pequenos agricultores de Viseu que se dedicam as culturas anuais e reduzida pecuária com os de Tomé-Açu com a adoção de SAFs. O papel dos cultivos perenes no aumento da renda e da sustentabilidade é inegável, desde que tenham mercados e possibilidade de beneficiamento. Verifica-se, também, uma maior produção coletiva de conhecimentos em Tomé-Açu, baseado em erro acerto, da curiosidade, da compreensão do ambiente e da adoção da experiência dos agricultores nipo-paraenses. A despeito dos SAFs em Tomé-Açu, os dois municípios apresentam níveis de pobreza similares, indicando que a riqueza gerada não está sendo internalizada no município e, em Viseu a sobrevivência depende das fortes transferências governamentais. A transformação dos pequenos produtores de Viseu, como de outros municípios paraenses, com a adoção de SAFs é possível, necessita de aprendizado, leva tempo (10 a 20 anos) para a sua consolidação, paciência e disciplina, mas é importante iniciar.
SOBER 2018.

Palabras clave

Sistema agroflorestal, SAF, Pequeno Produtor, Desenvolvimento Agrícola, Amazonia

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