Disponibilidade de forragem, composição química e consumo de matéria seca em pastagem consorciada de braquiária com estilosantes.
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O objetivo deste trabalho foi avaliar a disponibilidade de forragem, o valor nutritivo, o consumo de matéria seca (CMS) e a proporção de gramínea e leguminosa na dieta de vacas mestiças Holandês x Zebu, em uma pastagem consorciada de "Brachiaria decumbens" Stapf, "Stylosanthes guianensis" (Aubl.) Sw. var. vulgaris cv. Mineirão e leguminosas arbóreas, durante o período de janeiro de 2001 a novembro de 2002. Os tratamentos consistiram das avaliações em seis épocas do período experimental. Para estimativa do consumo usaram-se 10 g/vaca/dia de óxido crômico, para cálculos da produção fecal e amostras de extrusa para determinação da composição química e digestibilidade in vitro da MS (DIVMS). A disponibilidade de "B. decumbens" variou com as condições climáticas, enquanto a de "S. guianensis" decresceu linearmente ao longo do período experimental. O CMS foi maior em maio de 2001 (1,9% PV) e não diferiu entre os demais meses (1,5% PV). Os baixos níveis de CMS refletiram os altos teores de fibra em detergente neutro (70,2 a 79,4%) e baixos coeficientes de DIVMS (42,1 a 48,0%) da forragem. O consumo de leguminosa variou entre 8,7 e 24,1% do total ingerido. O CMS esteve diretamente relacionado à porcentagem de leguminosa na pastagem, evidenciando o potencial do uso de pastagens consorciadas para vacas leiteiras.
Palabras clave
Planta Forrageira, Consumo, Leguminosa Forrageira, Valor Nutritivo
