Volatilização de amônia em latossolo cultivado com capim-piatã (Uroclhoa brizantha cv. BRS Piatã) no Cerrado brasileiro.

Resumen

Descripción

As emissões globais de gases de efeito estufa (GEE) oriundos da agricultura, da silvicultura e de outros usos do solo representam a segunda maior fonte de GEE. Dessa forma, objetivou-se com esse estudo avaliar a volatilização de amônia (NH₃) em um latossolo cultivado com capim-piatã sob taxas crescentes de aplicação de uréia durante o final do verão e início do outono. O estudo foi conduzido no Campo Experimental Santa Rita, da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais em Prudente de Morais, Minas Gerais, Brasil. A área foi dividida em 20 parcelas de 3 m² cada, em delineamento em blocos ao acaso com quatro doses de nitrogênio (N) (0, 50, 75 e 100 kg N ha⁻¹) na forma de uréia e cinco repetições. Para avaliar os efeitos do N, foram avaliados dois ciclos: final do verão e outono. A volatilização de NH₃ foi estimada usando uma câmara estática semiaberta. Para extrair NH₃, o conteúdo foi diluído em 40 mL de água deionizada e agitado em um agitador orbital TE-1400 a 220 rpm por 15 min. A concentração de NH₄⁺ foi determinada usando um espectrofotômetro a 647 nm. A análise estatística foi realizada separadamente para os ciclos 1 e 2 utilizando testes não paramétricos de Kruskal-Wallis, seguidos por testes post hoc de Dunn para avaliar diferenças de médias de tratamentos (p < 0,05). Nos dois ciclos as perdas cumulativas de NH₃ aumentaram consistentemente com o aumento das doses de N, atingindo 106,8, 277,4, 346,4 e 374,9 mg m². Esses resultados confirmam a forte influência da aplicação de fertilizantes na magnitude da volatilização, um padrão bem documentado em condições tropicais. Conclui-se que a volatilização foi dose-dependente e ocorreu principalmente nos dias seguintes à fertilização, os tratamentos com 75 e 100 kg de N ha⁻¹ apresentaram as maiores perdas de NH₃.

Palabras clave

Bioma cerrado, Uréia, Efeito Estufa, Solo

Citación