Inibição de histona deacetilase por tricostatina A em embriões bovinos produzidos por transferência nuclear com células somáticas.
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A TNCS é a técnica preferida para a geração de AGM, apesar de sua limitação, em parte atribuída ao pouco conhecimento dos processos celulares e moleculares envolvidos, dentre eles a reprogramação nuclear. A tricostatina A, um inibidor de histonas deacetilases, pode aumentar a qualidade do embrião bovino clonado e, consequentemente, as taxas de gestação. O efeito do tratamento de zigotos com tricostatina A foi avaliado na produção de embriões bovinos clones. Oócitos maturados in vitro foram desnudados e enucleados. Os zigotos foram reconstruídos com células somáticas bovinas e, posteriormente fusionados. Em seguida, esses zigotos foram ativados com ionomicina e divididos em 2 grupos: TRICO (n=132), zigotos cultivados por 4h em 6-DMAP e 7h em CR2aa com 2,5% de SFB, suplementado com 50 nM de Tricostatina A e CONT (n=116), zigotos cultivados nas mesmas condições acima, porém na ausência de Tricostatina A. O grupo PART (n=287) foi utilizado como controle. Os embriões foram cultivados a 38,5 °C, em 5% CO2, 5% O2, 90% N2. Embriões de 168 hpa dos grupos TRICO e CONT foram transferidos para receptoras. As análises foram feitas por ANOVA e as médias comparadas pelo teste SNK. Não houve diferença (P<0,05) entre os grupos na taxa de clivagem e de blastocistos. O grupo TRICO resultou em taxa de gestação, até os 60 dias, numericamente maior (64,2%) quando comparado ao CONT (45,4%). Uma gestação do grupo TRICO chegou a termo (7,1%), porém com morte no 2º dia após o nascimento. Nenhum nascimento foi obtido no grupo CONT. Conclui-se que o tratamento de zigotos clones com tricostatina A pode contribuir para melhorar o remodelamento da cromatina e favorecer as taxas de prenhezes.
Palabras clave
Embriões, Transferência nuclear, Tricostatina A
