Efeito dos óleos de andiroba e copaíba sobre Rhizoctonia solani Kuhn.

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Na composição química das plantas medicinais, algumas substâncias podem atuar como ativadoras do sistema defensor da planta hospedeira ou contra patógenos fúngicos. O presente trabalho teve como objetivo avaliar o efeito de diferentes concentrações dos óleos de andiroba e copaíba sobre o crescimento micelial de Rhizoctonia solani. O experimento foi conduzido no Laboratório de Fitopatologia da Embrapa Amazônia Oriental. Os óleos foram incorporados ao meio de cultura batata dextrose ágar (BDA), nas concentrações de 0, 1, 2 e 3% (v/v). Depositou-se um disco de micélio de 8 mm de diâmetro de micélio fúngico no centro de placas de Petri contendo o meio com os óleos. A determinação do crescimento micelial foi realizada diariamente com auxílio de um paquímetro, até que o patógeno em um dos tratamentos atingisse uma das extremidades da placa. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado em esquema fatorial 2 x 4 (óleos x concentração), totalizando 8 tratamentos com 5 repetições. O óleo de copaíba reduziu o crescimento micelial de R. solani em 1,43; 1,64 e 1,99 cm, respectivamente, para as concentrações de 3, 2 e 1%, enquanto o óleo de andiroba reduziu em 3,64; 3,84 e 4,30 cm correspondente, respectivamente, às concentrações de 3, 2 e 1%, inversamente proporcional ao do óleo de copaíba. Os resultados obtidos demonstraram o potencial do óleo de copaíba na redução do crescimento micelial de R. solani. Conclui-se que o óleo de copaíba possui atividade antifúngica demonstrando seu potencial na redução do crescimento micelial de R. solani, bem como, o óleo de andiroba, porém, em menor escala comparado com o da copaíba

Palabras clave

Carapa guianenses, Copaifera reticulata, Fitopatógenos, Andiroba, Copaíba, Óleo

Citación