Padrão respiratório, refrigeração e atmosfera modificada na conservação pós-colheita de cultivares de acerola.
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O consumo de acerola in natura é limitado em razão da alta perecibilidade e curta vida pós-colheita. A aceroleira representa uma das principais espécies produzidas no Vale do São Francisco. O presente estudo teve como objetivo determinar o estádio de maturação para a colheita, a temperatura de armazenamento, a sensibilidade ao etileno, bem como, o uso de atmosfera modificada na manutenção da qualidade pós-colheita de acerolas produzidas no Vale do São Francisco. Acerolas 'Flor Branca' e 'Junko' foram colhidas em pomares comerciais, em Petrolina, PE. No 1° estudo os frutos foram colhidos em três estádios de maturação fisiológica de acordo com o ângulo hue: 1 = 140° - 100°; 2 = <100° - 60°; e 3 = <60° - 20° e, armazenadas a 8, 10 e 12°C; no 2° estudo, os frutos foram colhidos com coloração verde Ch > 100°) com densidade> 1 9 crn', e < 1 9 em? e foram submetidos aos tratamentos com e sem etileno nas concentrações de O e 1.000 IJI L-1 e; no 3° estudo, os frutos foram colhidos com coloração verde (Oh: 118 a 120) e densidade < 1 g em? e embalados em sacos de filmes de polietileno de baixa densidade (PEBO) com 10, 20 e 40 IJm e controle (sem filme). As temperaturas de 10 e 12°C para acerolas 'Flor Branca' e 12°C para acerolas 'Junko', conferiram características de armazenamento favoráveis, resultando em maior qualidade e vida útil para frutos colhidos no estádio de maturação 1 (Oh= 140° - 100°). O armazenamento a 8°C e 10°C retardou alterações nos parâmetros de qualidade físico-química e desenvolvimento de podridões, mas aumentou o desenvolvimento de danos por frio nos frutos. Acerolas de coloração verde com densidade < 1 9 em? apresentaram mudança de coloração do verde para o vermelho, tornando a classificação de acerolas 'Flor Branca' e 'Junko' com densidade < 1 9 em", um método eficaz como indicador de ponto de colheita de frutos destinados ao consumo in natura. Não foi observado comportamento climatérico em ambas cultivares em resposta ao etileno, visto que, a aplicação exógena de etileno não influenciou na maturação dos frutos. O uso de filme PEBO de 10 IJm retardou o amadurecimento dos frutos, resultando na conservação das características físico-químicas e permitiu a mudança de coloração do dos frutos do verde para o vermelho, após a retirada da embalagem. Filmes de PEBO com 20 e 40 IJm resultaram na maior incidência de frutos podres e fermentados. Concluise, portanto, que acerolas 'Flor Branca' e 'Junko' destinadas ao consumo in natura devem ser colhidas no estádio de maturação de coloração verde com densidade <1 9 em", armazenadas a 12°C e embaladas em filmes de PEBO de 10 IJm para manter a qualidade após a colheita.
Dissertação (Mestrado em Agronomia - Produção Vegetal) - Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina. Orientada por Sergio Tonetto de Freitas, Embrapa Semiárido.
Dissertação (Mestrado em Agronomia - Produção Vegetal) - Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina. Orientada por Sergio Tonetto de Freitas, Embrapa Semiárido.
Palabras clave
Temperatura de armazenamento, Ponto de colheita, Etileno exógeno, Atmosfera modificada, Vida útil, Cultivo, Cereja das Antilhas, Consumo in natura, Postharvest, Acerola, Pós-colheita, Malpighia Glabra, Malpighia emarginata
