Degradabilidade ruminal in situ do bagaço de cana-de-açúcar in natura em caprinos e ovinos nativos do Nordeste brasileiro.
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O objetivo neste trabalho foi avaliar a degradabilidade ruminal da matéria seca (MS) e da fibra detergente neutro (FDN) do bagaço de cana-de-açúcar in natura em caprinos e ovinos naturalizados do Brasil. Foram utilizados três caprinos da raça Moxotó e três Ovinos da raça Morada Nova, submetidos à fistulação ruminal. Foi pesado 3 g do bagaço de cana moído em peneira de 5 mm e, posteriormente, colocado em sacos de náilon medindo 5x13cm. Os tempos de incubação dos sacos foram de: 0, 6, 24 e 96 horas. Após incubação, os resíduos dos sacos foram analisados quanto ao conteúdo de matéria seca e fibra detergente neutro. Embora o potencial de degradação da MS tenha sido superior para os caprinos (48,48%) versus os ovinos (35,41%), observou-se uma menor taxa de degradação da MS pelos caprinos (0,7%/h) em relação aos ovinos (3,3%/h). Essa compensação na utilização da MS do bagaço pelos ovinos explica o fato dos parâmetros de degradabilidade da FDN terem sido semelhantes entre as espécies.
Palabras clave
Degradabilidade, Saccaharum officinarum, Cana-de-açúcar, Caprino, Ovino, Rúmen, Fermentação, Fibra, Subproduto, Nutrição animal, Alimento para animal, Alimento alternativo
