Uso de sabiá (Mimosa caesalpiniifolia Benth) para valorização de sistemas agroextrativistas em babaçuais no Maranhão.

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Este artigo apresenta a iniciativa de uma família agroextrativista em área de assentamento no município de São Luís Gonzaga do Maranhão, na busca de sistemas e práticas de manejo para produção de madeira associada ao extrativismo do babaçu, valorizando os babaçuais, fortalecendo a renda monetária e ampliando o leque de produtos para uso no estabelecimento. A experiência aponta para alternativas de cultivo que dispensam queimadas, contribuindo para a intensificação sustentável de sistemas tradicionais, proporcionando a conservação e utilização racional dos recursos naturais. Numa área de 1 ha, representativa da situação geral das terras do município, contendo 132 palmeiras de babaçu, foram plantadas 4.000 mudas de sabiá em fileiras com espaçamento de 5 metros. O experimento avalia o número e diâmetro das hastes de sabiá, e a altura do fuste. As observações até o momento apontam para resultados econômicos, ambientais e sociais promissores: viabiliza-se a recuperação de áreas degradadas, gera-se renda monetária liquida superior a R$18.000 em ciclo de cinco anos, por meio da produção de madeira (estacas para cercas) e babaçu, potencializam-se oportunidades para integração de atividades como a criação de abelhas melíferas e a introdução de espécies frutíferas intercalares, assim como constata-se o aumento na produção de babaçu, comparado a capoeiras utilizadas no sistema tradicional.

Palabras clave

Agroecologia, Vale do Mearim, Maranhão, Agricultura Familiar, Assentamento, Babaçu

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