O potencial das redes multi-atores no desenvolvimento de sistemas agroflorestais: o caso da Rede Agroflorestal da Região de Ribeirão Preto e da rede de sistemas agroflorestais agroecológicos do sul do Brasil.
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Este artigo analisa o papel das redes sociais multiatores no desenvolvimento de sistemas agroflorestais no Brasil, com foco em dois casos de estudo: a Rede Agroflorestal de Ribeirão Preto (Estado de São Paulo) e a Rede de Sistemas Agroflorestais Agroecológicos do Sul do Brasil (Rede SAFAS-Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná). Por meio de uma metodologia qualitativa baseada em análise documental, examinamse as dinâmicas de cooperação entre agricultores familiares, pesquisadores, instituições públicas e outros atores sociais. Destacase como essas redes contribuem para o fortalecimento da transição agroecológica ao fomentar a troca de conhecimentos, a inovação social e a articulação de políticas públicas que apoiam práticas sustentáveis. Os resultados indicam que essas redes são essenciais para superar desafios comuns, como o acesso limitado a mercados, insumos e assistência técnica especializada. Além disso, atividades coletivas, como macro-oficinas, oficinas participativas e campanhas de conscientização, demonstraram ser ferramentas eficazes para promover a cocriação de soluções em diversos territórios. Apesar das limitações financeiras e institucionais, as redes multiatores emergem como espaços de aprendizagem e inovação cruciais para a viabilidade dos sistemas agroflorestais. Este estudo contribui para o debate sobre como as redes sociais podem desempenhar um papel estratégico na transição para modelos agrícolas mais resilientes e sustentáveis no Brasil.
Palabras clave
Transição agroecológica, Desenvolvimento territorial, Interdisciplinaridade, Inovação
