Caracterização do sistema de produção de mandioca no Rio Grande do Norte.
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Introdução: A mandioca (Manihot esculenta Crantz) é bastante produzida e consumida no Brasil, com a alta adaptabilidade conferida pelo elevado número de cultivares disponíveis, cuja produtividade é influenciada principalmente por fatores ambientais e de manejo. A região Nordeste do Brasil, na safra de 2019, participou com 19,5% de produção de todo o país, com maior participação do estado da Bahia (20,0%), seguido do Ceará (18,8%). A maior produção atual se concentra no estado do Pará, com 21,2% de participação de toda produção nacional. O Rio Grande do Norte atinge a produtividade de apenas 10,9 t ha-1 e o Ceará, de 10,6 t ha-1. Em 2017, somente o segmento de produção de farinha de mandioca proporcionou mais de 4 milhões de empregos diretos em todo o Brasil. Foram produzidas cerca de 19 milhões de toneladas que gerou um faturamento bruto em torno de 12 bilhões de reais. O Nordeste foi a região que apresentou menor remuneração ao produtor (R$ 0,53 por kg), mas a atividade tem relevante importância econômica e social. Atualmente tem ocorrido uma atenção especial à cultura no Nordeste, em que as regiões tradicionais de cultivo poderão apresentar novamente destaques de produção e uso da mandioca. O levantamento do sistema de produção, assim como o destino das raízes, apresenta importância nesse momento, pois avaliando as áreas de cultivo e o mercado, além de enxergar os principais gargalos da produção na opinião dos produtores, é uma maneira eficaz de levantar demandas para áreas que precisam de potencialização.
Palabras clave
Mandioca
