Caracterização dos sistemas de produção e da agricultura familiar em Nova Friburgo (Rio de Janeiro, Brasil), após evento climático extremo: fragilidades e potencialidades.

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O desenvolvimento sustentável pressupõe as relações sociedade-natureza. Assim, é necessário uma compreensão integrada da realidade socioeconômica sob a perspectiva da dinâmica dos processos de ocupação do território. Os objetivos deste artigo consistem em apresentar um diagnóstico da agricultura familiar do município de Nova Friburgo - RJ, a partir da percepção das famílias agricultoras, após o evento climático extremo ocorrido em janeiro de 2011, além da proposta de caracterização dos sistemas de produção, com suas fragilidades e potencialidades do ambiente e da sociedade. Os dados da pesquisa foram obtidos junto às famílias agricultoras participantes nos processos de pesquisa e assistência técnica e extensão rural (ATER), por meio de entrevistas semiestruturadas. A percepção sobre as mudanças climáticas, em especial pela observação do descompasso das estações do ano e da diminuição na vazão dos corpos hídricos, passou a influenciar mudanças comportamentais com medidas preventivas de adequação, como o ajuste do plantio, postergando ou antecipando a adoção da prática da adubação verde com aveia-preta (Avena sativa) e a maior consciência no uso racional da irrigação. Conclui-se que a agricultura familiar do município poderá contribuir na retomada da sustentabilidade, entendendo como um processo de gestão social e de aprendizado a partir do evento climático extremo, por meio de ações de conservação e de adoção de práticas agroecológicas de produção de alimentos, com apoio dos agentes de desenvolvimento rural sustentável, representados pela pesquisa participativa, extensão rural coletiva e assistência técnica em agroecologia.

Palabras clave

Agroecologia, Gestão territorial, Tragédia climática de 2011

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