Obtenção de populações-bases de melão visando à resistência às principais doenças do Vale do São Francisco.
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Atualmente, nos 3.000 ha de melão cultivados a cada ano no Vale do São Francisco, a maioria pela agricultura familiar, utilizam-se sementes de gerações segregantes, comprometendo a qualidade da produção. A Embrapa Semi-Árido tem um programa de melhoramento genético visando ao desenvolvimento de genótipos de melão de polinização aberta, adaptados às condições ambientais e aos principais estresses bióticos da região. O objetivo deste trabalho foi obter populações-bases de melão, que apresentem variabilidade quanto à resistência aos principais patógenos do solo (Didymella bryoniae, Macrophomina phaseolina e Fusarium spp.), ao oídio e ao vírus PRSV-w, além de avaliar a qualidade dos frutos. O experimento foi conduzido em condições de viveiro, em Petrolina-PE, no período de janeiro a abril de 2006, utilizando-se 61 genótipos. As mudas foram transplantadas com 10 dias para sacos de polietileno, preenchidos com aproximadamente 15 kg de uma mistura de solo e esterco, na proporção 3:1, respectivamente, mais 50 g do adubo químico 6-24-12. Foram obtidos e caracterizados 75 cruzamentos e 55 autofecundações, totalizando 130 frutos de polinização manual controlada, em seis diferentes populações-bases [Doublon x Eldorado 300; (Doublon x Pele de Sapo) x Hy Mark; Doublon x BGMEL143; Doublon x Amarillo Canário; Deltex x Hy Mark; Halle?s Best Jumbo x Hy Mark], obtendo-se diferentes gerações F1, F3, F2R1, F3R1 e S3. A partir da variabilidade genética disponível nas seis populações-bases de melão, para caracteres de fruto e de planta, poderão ser selecionados diferentes padrões comerciais e, em algumas populações, também genótipos para resistência ao oídio.
Palabras clave
População-base, Vale do São Francisco, Doença, Melão, Resistência
