Fitossociologia e potencial de uso, por pequenos agricultores, de duas florestas secundárias no nordeste paraense, Brasil.
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Os principais objetivos deste trabalho foram comparar características fitossociológicas e diversidade florística entre duas florestas secundárias (capoeiras] velhas com, aproximadamente, 30 e 40 anos, no Município de Bragança, Pará, e identificar a potencialidade de utilização das espécies vegetais. Atualmente, a Zona Bragantina é quase que totalmente destituída de florestas primárias, observando-se florestas secundárias ou capoeiras em vários estágios de desenvolvimento. As capoeiras estudadas foram de aproximadamente 30 e 40 anos de idade e com tamanhos de 17 e 10 hectares, respectivamente. Em cada capoeira foram instaladas 150 parcelas quadradas de 10m x 10m. Todas as árvores que apresentaram dap2',5cm foram medidas. Os índices de Shannon (H') foram de 6,02 e 6,24 para as capoeiras de 30 e 40 anos, respectivamente. Na capoeira de 30 anos, foram encontrados 3.422 indivíduos, distribuídos em 35 famílias e 103 espécies. Já na capoeira de 40 anos foram, encontrados 2.972 indivíduos, distribuídos em 42 famílias e 151 espécies. As famílias que mais se destacaram em índice de Valor de Importância (IVI) e riqueza nas capoeiras estudadas foram: Leguminosae; Myrtaceae e Euphorbiaceae. Talisia longifolia Radlk., Myrcia bracteata DC. e Maprounea guianensis Aubl. foram as espécies de maior ocorrência na área estudada e são utilizadas, em forma de caibros, em construções rurais. Observa-se que o potencial de uso como lenha é razoável na região, entretanto, sua utilização, pelos agricultores, tem se limitado à oferta de lenha das queimas das roças, o que implica em danos ao ecos sistema.
Palabras clave
Característica fitossociológica, Uso, Diversidade, Bragança, Pará, Brasil, Capoeira, Essência Florestal, Floresta Secundaria, Amazonia
