Produção de biomassa, acúmulo de nutrientes e demanda nutricional do e rotacionado.

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Diante da necessidade de suplementar os animais nas regiões semiáridas, principalmente no período de estiagem prolongada, torna-se necessário o estudo em condição de consórcio e rotacionado, entre plantas leguminosa e gramíneas forrageiras adaptadas as condições da região, com intuito de diversificação e formação de banco de proteína. Objetivou-se com a execução desta pesquisa é avaliar a influência de diferentes sistemas de cultivo, na produção de biomassa e na demanda nutricional das plantas forrageiras (guandu, sorgo e milheto). O experimento foi conduzido durante o ano de 2020 a 2022, no campo experimental do Campus de Ciências Agrárias, pertencente à Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina - PE, em Neossolo Quartzarênico em um delineamento inteiramente casualizado (DIC). As espécies estudadas foram o sorgo – BRS Ponta Negra, milheto - BRS 1501 e o feijão guandu – BRS Mandarim, arranjados em diferentes sistemas de cultivo: guandu solteiro (G); sorgo solteiro (S); milheto solteiro (M); consórcio de guandu e sorgo (G+S) e guandu e milheto (G+M), e o rotacionado de guandu e sorgo (GS) e guandu e milheto (GM). Foram realizadas coletas para a determinação dos índices produtivos e características estruturais das plantas, bem como, a exportação e as eficiências dos nutrientes pelas culturas nos diferentes sistemas de produção. Conclui-se que a associação sorgo-guandu e milheto-guandu não apresentaram vantagem biológica e capacidade competitiva em ambos os consórcios comparado aos sistemas de monocultivo e rotacionado. Mesmo a cultura guandu incrementando a produção do consorcio com o milheto, além de apresentar as maiores participações da fração folha. O cultivo sucessivo das gramíneas nos sistemas de cultivo rotacionado não melhorou os índices produtivos comparado aos seus sistemas de monocultivo. O guandu solteiro apresentou os melhores resultados de eficiência de uso (EU(w)) para o P, K Ca, Mg, B, Cu e Zn mostrando ser uma excelente cultura no quesito de aproveitamento dos nutrientes aplicados via fertilizante no solo. Comportamento semelhante manteve-se quando em consórcio com as gramíneas (G+S e G+M), permitindo a utilização deste método de cultivo em condições de semiárido, considerando os benéficos sustentáveis para o meio ambiente, devido ao melhor aproveitamento dos insumos aplicados e o aumento dos parâmetros produtivos. Pois, o tratamento os tratamentos G+S e G+M acumularam mais P, K, Ca, Mg e B proporcionalmente, comparado aos seus respectivos cultivos solteiros das gramíneas no último período agrícola. Enquanto os sistemas rotacionado (GS e GM) de cultivo para as gramíneas (2021/2022) não apresentou vantagens quando a demanda nutricional dos macros e micronutrientes avaliadas das culturas comparado ao sistema solteiro de cultivo. Quanto ao saldo final (SF(Ca e Mg)) os mesmos apresentaram saldos negativos para todos os tratamentos em ambos os períodos, sendo estes um empecilho para o desenvolvimento das culturas do presente estudo. Para a eficiência de absorção (EAb(W)) do P, K, Ca, Mg, B, Cu e Zn, apresentaram as menores eficiências para o cultivo do milheto solteiro e rotacionado (GM), sendo o tratamento do consórcio guandu+milheto beneficiado pela cultura do guandu.
Tese (Doutorado em Ciência Animal) - Universidade Federal do Vale do São Francisco. Petrolina. Orientado por Mário Adriano Ávila Queiroz; coorientado por Salete Alves de Moraes, Embrapa Semiárido; Alessandra Monteiro Salviano, Embrapa Semiárido.

Palabras clave

Feijão guandu, Consórcio, Eficiência biológica, Exportação de nutrientes, Habilidade competitiva, Feijão, Sorgo, Milheto, Consorciação de Cultura, Sistema de Cultivo, Gramínea, Leguminosa, Intercropping

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