Temperaturas de superfície escrotal avaliadas por termografia de infravermelho e qualidade seminal de touros bubalinos em condições de clima tropical úmido.
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Os búfalos podem demonstrar estresse térmico e falta de eficiência reprodutiva se submetidos a altas temperaturas ambientais. Assim, o objetivo foi avaliar as temperaturas da superfície escrotal e a qualidade do sêmen dos búfalos criados em condições climáticas tropicais úmidas. O ensaio compreendeu o período mais chuvoso (abril e maio), período de transição (junho a agosto) e menor período de chuva (setembro a dezembro). Foram utilizados 11 búfalos como doadores de sêmen. Os touros foram submetidos mensalmente à avaliação da freqüência respiratória (FR, respirações / min), freqüência cardíaca (FC, batimentos / min), temperatura retal (TR, ºC) e temperaturas da superfície escrotal (TSE, ºC). Todas as amostras de sêmen de 15 dias foram coletadas usando vagina artificial. O índice de temperatura e umidade (ITU) e o índice de conforto de Benezra (ICB) foram calculados. ITU, ICB e TR não apresentaram diferença significativa. FR e FC permaneceram maiores durante o período de transição e à tarde. Foi observada maior temperatura do funículo espermático (TFE) e do polo testicular dorsal (TPTD) no período menos chuvoso. Não houve diferença entre os períodos observados para temperatura escrotal máxima (TEMax), média (TEMed) e mínima (TEMin), temperatura do polo testicular ventral (TPTV) e temperatura da cauda do epidídimo (TCE). Apesar do desafio térmico observado no ensaio, os touros bubalinos mostraram normalidade nos termogramas, caracterizados por gradientes positivos de temperatura, e conseguiram manter padrões normais de qualidade seminal durante as estações climáticas.
Palabras clave
Andrologia animal, Análises termográficas, Estresse térmico
