Análise sócio-espacial e conhecimento etnobotânico em uma comunidade quilombola no sudoeste de Goiás.

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Os quilombos são os maiores símbolos de resistência frente ao sistema escravocrata que perdurou no território brasileiro por muitos anos. Espalhados por todo o território brasileiro estas comunidades criaram estratégias de sobrevivência frente ao modelo fundiário concentrador e conservador e lutam principalmente para terem seus territórios reconhecidos e respeitados. Neste contexto a comunidade do Cedro, no sudoeste de Goiás, é constituída de descendentes de escravos que se reconhecem como portadores de uma identidade baseada na mesma origem e numa cultura comum distinta dos demais grupos circunvizinhos. Esse trabalho busca mostrar de que forma essa comunidade se estabeleceu espacialmente em um território onde há predominância de monocultura latifundiária e de que forma o conhecimento etnobotânico se configura nesse território. Foram analisados dados de 25 unidades familiares, referentes à moradia, modo de vida, formação sócio-espacial, saúde, educação, valores, cultura, atitudes, opiniões dos sujeitos entrevistados e conhecimento tradicional referente ao uso de plantas medicinais, sendo citadas 94 espécies vegetais utilizadas para fins medicinais, sendo as folhas a parte predominante nas medicações. Essa comunidade mantém práticas centenárias trazidas pelos seus ancestrais. Uma das causas da intensa relação entre essa mesma comunidade e o meio em que está inserida é o fornecimento de inúmeros recursos que a natureza dispõe a ela e que são fundamentais para a sua sobrevivência e reprodução.
Dissertação (Mestrado em Agroecologia e Desenvolvimento Rural) - Centro de Ciências Agrárias, Universidade Federal de São Carlos, Araras. Orientador: José Maria Guzman Ferraz

Palabras clave

Agroecologia, Quilombolas, Conhecimento tradicional, Desenvolvimento Rural

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