Efeito de diferentes tipos de solos na germinação de sementes de Tabebuia heptaphylla, em casa telada.
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Informações sobre a germinação de sementes de espécies nativas são fundamentais para sua utilização em processos de recuperação de áreas impactadas. Objetivou-se, neste estudo avaliar os efeitos de diferentes tipos de substratos sobre a germinação de sementes de Tabebuia heptaphylla, em um ambiente artificialmente sombreado. O experimento foi conduzido em casa telada, com sombrite 70%, na Embrapa Gado de Corte (Campo Grande, Mato Grosso do Sul). Foram testados cinco diferentes substratos, correspondentes a estruturas físicas de solos encontrados no bioma Cerrado (arenoso, argiloso, arenoso + matéria orgânica, argiloso + matéria orgânica e argiloso + arenoso). O delineamento experimental foi em blocos casualizados e contou com quatro repetições de 60 sementes cada, monitoradas por 30 dias. Realizou-se o teste Tukey (5%), para a comparação das porcentagens de germinação e calculou-se o IVG para avaliar o vigor da germinação. Ocorreram diferenças estatísticas significantes entre os tratamentos (p = 0,0048) com o substrato argiloso com adição de matéria orgânica e substrato argiloso apresentando as maiores porcentagens de germinação, devido à maior capacidade de retenção de água por esses substratos e à necessidade de maior absorção de água pelo embrião. O solo arenoso apresentou menor porcentagem de germinação devido à estrutura física da areia, pois a maior drenagem da água nesse solo causa ineficiência na sua absorção pelo embrião da semente. A menor velocidade de germinação das sementes foi observada no solo argiloso com adição de matéria orgânica, enquanto o substrato solo arenoso apresentou a maior velocidade de germinação.
Palabras clave
Tabebuia heptaphylla, Piúva Roxa, Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil, Germinação, Ipê Roxo, Semente, Solo
