Desempenho do mogno africano (Khaya ivorensis A. Chev.) no sistema ILPF em Terra Alta-PA.
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O crescimento do setor florestal no Brasil tem se destacado mundialmente. A partir dessa expansão surgiram riscos, novas técnicas e problematizações, como o aparecimento de pragas ou dificuldades na escolha do sistema ideal para determinada espécie. Em face do exposto, o objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito do sistema de integração Lavoura-Pecuária-Floresta sobre a sobrevivência e o crescimento em altura da Khaya ivorensis em Terra Alta - Pará. Foi estabelecido no experimento, um tratamento de sistema de integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF), com cultivo de culturas anuais em consórcio com forrageiras e intercaladas com a espécie de mogno africano (Khaya ivorensis), e o sistema de controle, sendo o Monocultivo. Os indivíduos foram acompanhados em 2010, 2011 e 2017 medindo-se a sobrevivência (%) e o crescimento em altura (m). Demonstrou-se diferenças significativas nos resultados estatísticos do crescimento em altura somente nos 12 e 96 meses de análise, sendo o maior valor (13,10 m) apresentado no iLPF. O mogno africano expressou alta taxa de sobrevivência até os 96 meses de idade nos dois sistemas, com médias no iLPF e monocultivo, de 93,86% e 93,70%, respectivamente. Sendo um componente florestal do sistema de integração Lavoura-Pecuária-Floresta o Khaya ivorensis manifesta-se favorável ao uso em recuperação de áreas degradadas por pastagem, consoante as altas taxas de sobrevivência e crescimento em altura, definindo-se com boa adaptabilidade a área experimental, sendo indicado o seu uso neste tratamento.
Palabras clave
Ilpf, Mogno, Silvicultura, Khaya ivorensis
