BÁRBARA CAMPOS DE OLIVEIRA, UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO; GABRIEL DE CAMARGO BOTECHIA, UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO; ADILSON MARCIO MALAGUTTI, CPPSE; FELIPE TONATO, CPPSE; EMERSON BORGHI, CPPSE; RENAN CALDAS UMBURANAS, UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO; CARLOS GUILHERME SILVEIRA PEDREIRA, UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO.2026-07-07http://hdl.handle.net/123456789/495862Sistemas de produção ILP (integração lavoura pecuária) são cada vez mais comuns no Brasil. Em sua maioria, envolvem o plantio de Urochloa spp., milho (Zea mays L.) ou soja (Glycine max (L) Merr.) em consórcio ou rotação, viabilizando a utilização da pastagem após a colheita da lavoura. Uma das alternativas para a diversificação dos sistemas ILP são os capins do gênero Cynodon, entre elas, o capim Jiggs se insere por ter características agronômicas favoráveis, como grande produtividade de forragem e valor nutritivo. Assim, um experimento objetivando avaliar o desempenho produtivo e a adaptabilidade de Jiggs em ILP foi conduzido em Piracicaba/SP entre 01/11/24 e 04/07/25. Com delineamento em blocos completos casualizados e quatro repetições. Nas parcelas, de 12 m² (3m x 4m), foram alocados três tratamentos: SE - Plantio exclusivo de soja na parcela; JP - Sobressemeadura de soja em Jiggs, com dessecação parcial em área total com subdose de glifosato; JPL - Sobressemeadura de soja em Jiggs, com dessecação parcial em área total com subdose de glifosato e dessecação total na linha de plantio da soja com glifosato. O capim foi roçado em 01/11/2024 a 15 cm de altura de resíduo. Em 11/11/2024 foi aplicado 1,3 kg de i.a. glifosato (250 L ha-1) em todas as parcelas com capim. O plantio da soja, cv. Brasmax fibra (grupo de maturação relativa 6.4), ocorreu em 26/11/2024. Nas parcelas com dessecação na linha de plantio, aplicou-se 2,4 kg de i.a. glifosato (250 L ha⁻¹) em 27/11/2024. A soja foi colhida em 04/04/2025 e avaliada a produtividade com a amostragem de 10 plantas das linhas centrais das parcelas e os grãos secos a 105 ºC por 24 horas. A análise da variância utilizou o modelo misto (PROC MIXED, SAS®). Os tratamentos foram comparados pelo teste t de Student (α = 0,05). A produtividade da SE (5,0 ±0,6 Mg ha⁻¹) diferiu da produtividade JP (p=0,004; 2,7 ± 0,6 Mg ha-1). No consórcio JPL a soja teve produtividade semelhante à do sistema exclusivo (4,0 ± 0,6 Mg ha-1). A reocupação da área pelo capim foi acompanhada até 04/07/2025. O percentual da superfície do solo ocupada pelo capim, avaliada pela metodologia Canopeo, foi de 82±3% para o JPL e de 83±4% para o JP. Os resultados indicam que, se mal suprimido via manejo, o capim Jiggs pode reduzir a produtividade da soja. Mas bem manejado, a produção não é afetada. Assim, novos estudos avaliando estratégias de aplicação de herbicidas, a semeadura da soja no início da janela de plantio ou utilização de cultivares de ciclo mais curto devem ser conduzidos.Financiamento: EmbrapaopenAccessIntegração lavoura-pecuáriaILPCapim JiggsSojaGlycine MaxProdutividadeCynodon DactylonProdutividade da soja (Glycine max (L.) Merr.) sobressemeada em pastos de capim Jiggs (Cynodon dactylon (L.) Pers.) em sistema Integração Lavoura Pecuária.Resumo em anais e proceedings