2026-07-07http://hdl.handle.net/123456789/455614O espinafre Nova Zelândia (Tetragonia expansa Murr.) é uma hortaliça adaptada a climas tropicais, e possui alto valor dietético e nutritivo. Devido às exigências do consumidor por produtos saudáveis e prontos para o consumo, esse espinafre é indicado para o mercado de produtos minimamente processados. O objetivo deste trabalho foi desenvolver a técnica do processamento mínimo de espinafre cv Nova Zelândia, e avaliar a qualidade físico-química e fisiológica do produto tratado com soluções de ácido cítrico, cloreto de cálcio e combinações. Folhas inteiras de espinafre, após sanificadas, foram submetidas aos tratamentos (imersão por 5 minutos): 0,01% ácido cítrico, 0,02% ácido cítrico, 1% cloreto de cálcio, 0,01% ácido cítrico + 1% cloreto de cálcio e 0,02% ácido cítrico + 1% cloreto de cálcio e controle (sem tratamento). As folhas foram centrifugadas durante 1,5 minuto e acondicionadas em bolsas de polietileno de baixa densidade. Foram armazenadas a 5°C e 90% UR durante 15 dias, e as avaliações realizadas nos dias 1, 6, 9, 13 e 16 após o processamento. Determinouse a concentração de gases no interior das embalagens (%O2, %CO2), cor (Luminosidade, °Hue, Cromaticidade), ácido ascórbico, clorofila total e compostos fenólicos totais. Os dados foram submetidos ao Teste de Tukey (p<0,05), com quatro repetições por tratamento. Houve diferença significativa na interação somente nas variáveis clorofila total e %O2, %CO2. As amostras tratadas com 1% de cloreto de cálcio apresentaram menores taxas de CO2 e maiores de O2 no interior das embalagens. Amostras imersas em 0,02% de ácido cítrico apresentaram maiores valores de compostos fenólicos durante o armazenamento. Os parâmetros de cor indicaram tonalidade verde escura nas folhas durante o armazenamento. Concluiu-se que o processamento mínimo do espinafre Nova Zelândia é viável tendo o produto higienizado vida útil de 12 dias a 5°C.application/pdfRevista Iberoamericana de Tecnología PostcosechaAgrocienciasPROCESSAMENTO MÍNIMO DE ESPINAFRE NOVA ZELÂNDIAartículo científico