ORLANDO DOS SANTOS WATRIN, CPATU; CARLA BERNADETE MADUREIRA CRUZ, UFRJ; YOSIO EDEMIR SHIMABUKURO, INPE.2026-06-30http://hdl.handle.net/123456789/392330A microrregião do Sudeste Paraense constitui hoje uma das áreas críticas de desflorestamento na Amazônia, fruto das grandes transformações socioeconômicas que tem atravessado. Neste trabalho é avaliada espacialmente a dinâmica da cobertura vegetal e uso da terra nos Projetos de Assentamentos Agroextrativista Praialta e Piranheira, Lago Azul e São Francisco. Para isso, imagens TM/Landsat de 1984, 1988, 1992, 1996 e 2000 foram analisadas considerando a classificação supervisionada por regiões de imagens fração (vegetação, solo e sombra), geradas a partir de modelo linear de mistura espectral. Verificou-se que a redução das áreas de floresta primária está associada aos períodos de ampliação das atividades agropecuárias, cuja intensidade é variável com o projeto de assentamento e o período analisado. As pastagens representam o padrão dominante do uso da terra, cujos incrementos em área chegam, por vezes, a duplicar entre anos consecutivos. Para a dinâmica da paisagem, os maiores percentuais de estabilidade ocorreram principalmente para as classes Floresta Primária e Capoeira Alta. As maiores taxas de conversão entre classes ocorreram para unidades de pastagem, em especial para a classe Pasto Sujo. Os processos de antropização, ocorridos nas áreas de estudo, apresentaram trajetórias distintas, fruto das particularidades do fluxo de migração e de estratégias de distribuição de terras.openAccessGeoprocessamentoAnálise multitemporalDinâmica da paisagemSensoriamento remotoAmazoniaAnálise evolutiva da cobertura vegetal e do uso da terra em projetos de assentamentos na fronteira agrícola amazônica, utilizando geotecnologias.Artigo de periódico